sábado, 21 de fevereiro de 2026

 


 

 

 

“SEM A TUA PRESENÇA, NÃO SAIREMOS DAQUI”

 

Êxodo 33:12-17

“Então lhe disse: Se a tua presença não for conosco, não nos faças subir daqui.” (Êxodo 33:15)

 

INTRODUÇÃO

Há momentos na vida em que Deus nos chama para avançar.

Há portas que se abrem, oportunidades que surgem, decisões que precisam ser tomadas.

Mas Moisés nos ensina algo poderoso:

não basta ter promessa, não basta ter direção, não basta ter caminho… se não tiver

A Presença.

Moisés está dizendo para Deus:

“Senhor, eu não quero sair daqui com um anjo… eu quero sair daqui contigo!”

Porque uma jornada sem a presença de Deus pode até parecer progresso…

mas é apenas movimento vazio.

 

1. UM POVO COM PROMESSA, MAS EM CRISE

O povo tinha acabado de cair em pecado com o bezerro de ouro.

Deus se irou. Moisés intercedeu.

E Deus disse algo impressionante:

“Eu enviarei um anjo diante de ti…” (Êxodo 33:2)

Era como se Deus dissesse:

“Eu vou cumprir a promessa, mas não vou andar tão perto de vocês.”

Isso é assustador!

Porque Deus estava dizendo:

“Vocês terão terra, terão vitória, terão caminho… mas não terão minha presença como antes.”

E Moisés responde com ousadia espiritual:

“Sem a tua presença, eu não aceito!”

 

2. MOISÉS ENSINA: A PRESENÇA DE DEUS É MAIS IMPORTANTE QUE A PROMESSA!

Moisés não pediu ouro.

Não pediu fama.

Não pediu poder.

Ele pediu:

 

“Vai conosco!”

 

Isso revela maturidade espiritual.

Porque tem gente que quer bênção, mas não quer presença.

Quer vitória, mas não quer santidade.

Quer conquista, mas não quer oração.

Mas Moisés diz:

“Senhor, eu prefiro ficar no deserto contigo do que entrar em Canaã sem ti.”

 

3. O QUE A PRESENÇA DE DEUS REPRESENTA?

 

A) A PRESENÇA DE DEUS É DIREÇÃO

Moisés sabia que sem Deus eles se perderiam.

Hoje também é assim:

sem Deus a pessoa decide errado, entra em relacionamentos errados, faz negócios errados, escolhe caminhos que destroem.

A presença do Senhor é como bússola espiritual.

 

Aplicação:

Antes de decidir, diga:

“Senhor, se Tu não fores comigo, eu não dou esse passo.”

 

B) A PRESENÇA DE DEUS É IDENTIDADE

Moisés diz:

“Como, pois, se há de saber que achei graça aos teus olhos…?” (Êxodo 33:16)

Ou seja:

“Senhor, o que vai nos diferenciar dos outros povos?”

E ele mesmo responde:

“É a tua presença!”

o que diferencia um crente de um religioso?

Não é roupa.

Não é título.

Não é placa de igreja.

É a presença de Deus!

Onde Deus está, o ambiente muda.

Onde Deus entra, o inferno recua.

 

4. A PRESENÇA DE DEUS EM TODAS AS ÁREAS DA VIDA

 

A) A PRESENÇA DE DEUS NO MEIO DA FAMÍLIA

Uma casa pode ter móveis bonitos, comida na mesa e contas pagas…

Mas se não tiver a presença de Deus, vira um lugar frio.

A presença do Senhor traz:

paz onde há briga

perdão onde há mágoa

união onde há divisão

Salmo 127:1

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam.”

Família sem presença vira apenas convivência.

Mas família com presença vira altar.

 

B) A PRESENÇA DE DEUS NO MEIO DA EQUIPE DE TRABALHO

No trabalho existem pressões, cobranças e injustiças.

Muitas vezes o crente é perseguido por ser correto.

Mas quando a presença de Deus vai conosco, Ele nos honra!

José foi vendido, humilhado e preso…

mas a Bíblia diz repetidas vezes:

“E o Senhor era com José.” (Gênesis 39)

Quem tem presença pode até ser atacado, mas não será destruído.

 

C) A PRESENÇA DE DEUS NA FACULDADE E NOS ESTUDOS

Na faculdade, muitos jovens são testados na fé.

Há ideologias, tentações, zombarias.

Mas quando a presença de Deus acompanha o crente, ele permanece firme.

Daniel entrou na Babilônia, mas a Babilônia não entrou em Daniel.

Daniel 1:8

“Daniel assentou no seu coração não se contaminar.”

A presença de Deus é escudo contra a contaminação do mundo.

 

Moises escolheu a presença

Moises não pediu: Senhor me dá ouro

Senhor me de a vitória sobre os meus inimigos

Senhor me de fama

Moises não pediu nada disso!

Moises pediu: “Senhor vai comigo!”

E qual foi a resposta de Deus diante de um pedido feito com ousadia e sinceridade?

Êxodo 33:14” A minha presença irá contigo, e Eu te darei descanso.”

Hoje Deus está te perguntando:

“Você quer só benção... ou quer a minha presença?”

 

Eu te convido a tomar uma decisão seguindo o exemplo de Moises:

Senhor, sem tua presença eu não vou há lugar nenhum!

Senhor, sem tua presença eu não assino nenhum documento!

Senhor, sem tua presença eu não aceito!

Senhor, sem tua presença eu não avanço!

 

A presença de Deus é o que transforma deserto em caminho, lagrimas em força e lutas em testemunho.

Com Deus nós avançamos. Sem Deus nós apenas caminhamos no vazio.

 

Boa reflexão.

 

Pastor Aguinaldo Gonçalves.


domingo, 1 de fevereiro de 2026

 

 

 

“Quando Jesus Transforma o Comum em Extraordinário”

 

João 2:1–11

As Bodas de Caná da Galileia

 

1. Jesus está presente nos momentos simples da vida

“E foi convidado Jesus e os seus discípulos para as bodas.” (Jo 2:2)

Jesus não foi chamado apenas para o templo, mas para uma festa de casamento.

Isso nos ensina que Cristo se importa com a vida cotidiana, com a família, com os relacionamentos e até com nossas necessidades mais simples.

 

Aplicação

Jesus quer estar presente no nosso lar, no trabalho, nas decisões diárias. Muitos só chamam Jesus quando o problema aparece, mas Ele deseja caminhar conosco antes da crise chegar.

 

2. O vinho acabou, mas a presença de Jesus... (Não)

“E, faltando vinho…” (Jo 2:3)

A falta de vinho representava vergonha, fracasso e frustração.

Mesmo em uma festa, chegou o momento da escassez.

 

Aplicação

Vivemos tempos em que o “vinho” acaba:

Acaba a alegria

Acaba a paciência

Acaba a esperança

Acaba a força espiritual

Mas quando tudo acaba, Jesus continua presente.

 

3. Faça tudo o que Ele vos disser

“Disse sua mãe aos serventes: Fazei tudo quanto Ele vos disser.” (Jo 2:5)

Jesus mandou encher as talhas com água — algo simples, comum, sem valor aparente.

A obediência precedeu o milagre.

 

Aplicação

Muitos querem o milagre, mas não querem obedecer.

Deus continua transformando vidas quando seguimos Sua Palavra, mesmo quando não entendemos o processo.

 

4. A água virou vinho: Jesus é especialista em transformação

“E manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele.” (Jo 2:11)

Jesus não apenas resolveu o problema — Ele fez o melhor vinho.

Aquilo que era comum se tornou extraordinário.

 

Aplicação

Jesus ainda transforma:

Tristeza em alegria

Derrota em testemunho

Vida sem sentido em vida com propósito

Crente fraco em servo cheio do Espírito

O mundo oferece “vinho” passageiro.

Jesus oferece algo novo, melhor e duradouro.

 

Conclusão

Quando Jesus entra na história:

O vazio é preenchido

A vergonha é removida

A alegria é restaurada

A fé é fortalecida

·         Deixe Jesus agir.

·         Obedeça, mesmo quando parecer simples demais.

·         Confie: Ele ainda transforma água em vinho.

“Eis que faço novas todas as coisas.” (Apocalipse 21:5).

 

Pastor Aguinaldo Gonçalves.

 

 


domingo, 11 de janeiro de 2026

 

 

Respeitando o Processo de Deus

 

Hebreus 12:6 – “Porque o Senhor corrige a quem ama, e açoita a qualquer que recebe por filho.”

 

Referencias no texto bíblico.

Jonas 1:1–4

Jó 42:1–6

Gálatas 6:7

1 Samuel 3:18

Provérbios 19:21

 

Introdução

Nem toda ajuda vem de Deus.

E nem toda boa intenção produz um bom resultado.

Há momentos em que Deus está tratando, corrigindo, quebrando e realinhando alguém.

E, movidos pela emoção, compaixão mal direcionada ou laços afetivos, nós entramos no meio do processo… e atrapalhamos aquilo que Deus está fazendo.

A disciplina de Deus não é castigo; é amor corretivo.

1. Quando Deus entrega alguém ao processo, Ele está trabalhando o caráter

Hebreus 12:11 – “No momento, nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; mais tarde, porém, produz fruto pacífico de justiça…”

Deus não trata apenas comportamento, Ele trata coração, orgulho, desobediência e dependência humana.

Se tiramos a pessoa do processo cedo demais, ela:

·         não aprende,

·         não amadurece,

·         não muda.

Às vezes o silêncio de Deus é lição.

Às vezes a dor é a sala de aula.

2. Ajudar fora da vontade de Deus é lutar contra Deus

 

Exemplo de Jonas:

Jonas 1:3–4 – Deus envia a tempestade, mas os marinheiros tentam salvar Jonas do propósito de Deus.

Os marinheiros:

lançam cargas fora,

fazem força,

tentam remar contra o vento.

 

Nada funciona… porque a tempestade não era contra o barco, era contra Jonas.

Tem gente enfrentando tempestade não porque o diabo atacou,

mas porque Deus está chamando ao arrependimento.

Quando ajudamos a pessoa a fugir do tratamento, viramos aliados da desobediência.

 

3. Nem todo sofrimento deve ser interrompido

Gálatas 6:7 – “Tudo o que o homem semear, isso também ceifará.”

Há sofrimentos que:

·         não são injustiça,

·         não são perseguição,

·         são colheita.

Interromper a colheita:

gera reincidência,

cria crentes imaturos,

produz dependência emocional e espiritual.

Deus permite o aperto para produzir quebrantamento, não humilhação.

 

4. Amor sem discernimento vira permissividade

Provérbios 19:21 – “Muitos são os planos no coração do homem, mas o propósito do Senhor prevalecerá.”

Nem sempre amar é proteger.

Às vezes amar é confiar que Deus sabe o que está fazendo.

Exemplo claro:

1 Samuel 3:18 – Eli diz: “Ele é o Senhor; faça o que bem parecer aos seus olhos.”

Isso é maturidade espiritual.

 

5. O que devemos fazer no lugar de “ajudar errado”?

* Orar, não interferir

* Exortar, não acobertar

* Aconselhar, não justificar

* Acompanhar, sem anular o processo

* Amar, sem anular a disciplina

Jó 42:5–6 – “Antes eu te conhecia de ouvir falar, mas agora os meus olhos te veem.”

Ninguém sai de um tratamento de Deus do mesmo jeito que entrou.

 

Aplicação

Vivemos um tempo de:

soluções rápidas,

fuga da dor,

intolerância ao confronto.

Mas Deus ainda trabalha:

no deserto,

na cova,

na fornalha,

no silêncio.

Se Deus está tratando alguém:

não seja o “atalho”,

não seja o “escape”,

não seja o “socorro fora de hora”.

Seja o intercessor silencioso que confia no Senhor.

 

Conclusão

Às vezes, não ajudar é um ato de fé.

É dizer: “Deus, eu confio mais no Teu processo do que na minha emoção.”

Hebreus 12:10 – “Ele nos disciplina para o nosso bem, para sermos participantes da sua santidade.”

Deixe Deus terminar a obra.

O processo dói, mas o propósito cura.

 

Pastor Aguinaldo Gonçalves.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

 

 

“OS VERDADEIROS AMIGOS E O PERIGO DA FALSA AMIZADE”

 

 

Provérbios 17:17 – “Em todo tempo ama o amigo; e na angústia nasce o irmão.”

Provérbios 18:24 – “O homem que tem muitos amigos pode congratular-se, mas há amigo mais chegado que um irmão.”

 

INTRODUÇÃO

 

Vivemos em um tempo em que muitos carregam o título de “amigo”, mas poucos carregam a essência da amizade verdadeira.

Amigos de verdade celebram conosco.

Falsos amigos se incomodam com nossa vitória.

 

Há pessoas que batem palmas quando estamos embaixo, mas cruzam os braços quando Deus nos coloca por cima.

Outros sorriem quando você chora, mas fazem cara feia quando você vence.

 

A Bíblia não ignora esse tema — ela mostra o contraste entre amigos fiéis e falsos companheiros.

 

1. VERDADEIROS AMIGOS SE ALEGRAM COM NOSSAS CONQUISTAS

 

1.1. A marca do amigo verdadeiro é a alegria compartilhada

 

Romanos 12:15 – “Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram.”

 

Amigo verdadeiro não tem inveja.

Ele não compete com você.

Ele te abraça quando Deus te exalta.

Ele fica feliz de ver você vencendo uma área na qual ele ainda não venceu.

 

Se Deus te deu um carro novo, um emprego novo, uma porta aberta, ele diz:

 

“Glória a Deus! Eu sabia que ia chegar!”

 

Isso é amizade bíblica.

 

1.2. Jonathan e Davi – O maior exemplo de amizade sincera

 

1 Samuel 18:1-4

 

Jonathan tinha todos os motivos para sentir inveja:

– Ele era o príncipe;

– Davi seria o futuro rei;

– Davi crescia em popularidade.

 

Mas o coração dele não se corrompeu.

Jonathan celebrou o que Deus estava fazendo na vida de Davi.

 

Verdadeira amizade não se ofusca com a luz do outro.

Quem é amigo não tem medo da nossa vitória.

 

 

2. OS FALSOS AMIGOS SE REVELAM NAS SUAS CONQUISTAS

 

Na derrota, todos aparecem.

Na vitória, poucos permanecem.

 

2.1. Amizades baseadas em interesse

 

Provérbios 19:4 – “As riquezas granjeiam muitos amigos, mas ao pobre o seu próprio amigo o deixa.”

 

Tem gente que só é amigo enquanto você precisa dele.

Quando Deus te levanta, ele some, se incomoda, critica, inventa desculpas.

 

2.2. O irmão mais velho do filho pródigo — a inveja disfarçada de justiça própria

 

Lucas 15:28-29

 

Quando o pai celebrou a volta do filho, o irmão mais velho não se alegrou.

Ele murmurou.

Ele reclamou.

Ele ficou indignado.

 

Há pessoas que dizem que te amam, mas na festa da sua vitória preferem ficar do lado de fora da casa.

 

2.3. O perigo do coração invejoso

 

Provérbios 14:30 – “A inveja é a podridão dos ossos.”

 

O invejoso não sofre porque você venceu, ele sofre porque não foi ele quem venceu.

 

Ele não fica triste com seu fracasso — ele fica triste com seu sucesso.

 

 

3. COMO A BÍBLIA NOS ORIENTA A LIDAR COM ISSO?

 

3.1. Ame, mas saiba discernir

 

Mateus 10:16 – “Sede simples como as pombas, mas prudentes como as serpentes.”

 

Não trate inimigo como amigo.

E não trate amigo como inimigo.

Aprenda a discernir quem Deus enviou e quem o inimigo enviou.

 

3.2. Não pague inveja com inveja — pague com oração

 

Romanos 12:21 – “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.”

 

Continue sendo luz.

Continue sendo bênção.

Não deixe a inveja dos outros te contaminar.

 

3.3. Valorize os poucos, mas verdadeiros

 

Quem te abraça na vitória vale mais do que quem te consola na derrota.

Amigos verdadeiros não são muitos.

Mas são preciosos.

 

 

APLICAÇÃO

 

Hoje vivemos num tempo em que:

 

As pessoas comparam conquistas nas redes sociais;

 

Muitos celebram só aquilo que lhes interessa;

 

A inveja virou “normal” e até “aceitável”;

 

Muitos só se aproximam para sugar, não para somar.

 

 

Mas a igreja precisa ser diferente.

 

Precisamos recuperar:

 

O abraço sincero

 

A palavra de incentivo

 

Os “parabéns” de coração

 

A alegria genuína com a vitória do próximo

 

Na Igreja quando um vence, todos vencem!

Quando um é exaltado, o nome de Deus é Glorificado!

 

Conclusão

Ore para que Deus:

·         Tire os falsos do seu caminho

·         Revele os verdadeiros

·         Cure corações feridos pela inveja

·         E te de amigos como Jonathan – que celebram o que Deus faz na nossa vida.

 

E seja também você um verdadeiro amigo, porque quem planta fidelidade, colhe lealdade.

 

Que Deus nos faça amigos que abraçam, celebram e engrandecem o nome do Senhor na vitória dos outros.

 

Pastor Aguinaldo Gonçalves.

Assembleia de Deus.

Joinville. SC

 


segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

 






 

 

“A Geração da Pressa”

 

 

Introdução

 

Vivemos em um tempo acelerado.

Parece que o coração está correndo mais rápido do que a vida.

Hoje tudo precisa ser para ontem.

Queremos respostas imediatas…

Resultados imediatos…

Vitórias imediatas…

 

Vivemos na velocidade da internet 5G, mas com a alma “travando”.

A tecnologia acelera, mas o espírito cansa.

A vida corre, mas o coração tropeça.

 

Há uma frase que descreve muito bem a nossa realidade:

 

“Excesso de passado é depressão; excesso de futuro é ansiedade.”

 

E é exatamente aí que muitos estão vivendo:

— Ou presos ao que já passou…

— Ou apavorados com o que ainda nem aconteceu.

 

Mas a Palavra de Deus nos chama para o equilíbrio do presente, porque é no presente que Deus se revela como Eu Sou, e não Eu Fui ou Eu Serei.

 

 

 

1. A Raiz da Ansiedade: O Medo do Amanhã

 

Jesus disse:

“Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã…” (Mateus 6:34)

 

A ansiedade nasce quando tentamos viver um dia que ainda não chegou.

A depressão nasce quando tentamos reviver um dia que já se foi.

Mas a paz nasce quando entendemos que Deus está no controle de hoje.

 

A Bíblia diz:

 

“Entregue o seu caminho ao Senhor, confie nele, e o mais Ele fará.”

(Salmos 37:5)

 

O problema é que queremos que Deus faça, mas não queremos entregar.

Queremos bênçãos no ritmo do céu, mas com a velocidade da internet.

Queremos promessas cumpridas sem o processo.

 

E quando o processo demora, o coração se aperta e a ansiedade cresce.

 

 

2. O Mundo Acelerado e a Falta de Paciência

 

A tecnologia evoluiu, mas a paciência desapareceu.

As pessoas estão sem tempo, sem calma, sem tolerância.

 

* Ninguém quer esperar.

* Ninguém quer ouvir.

* Ninguém quer compreender.

* Ninguém quer caminhar no ritmo do outro.

 

Mas a Bíblia diz:

 

“Sede pacientes na tribulação.” (Romanos 12:12)

 

A paciência é sinal de maturidade espiritual.

Quem confia não se desespera.

Quem descansa não se desgasta.

Quem espera em Deus não perde o equilíbrio.

 

 

3. A Resposta Bíblica Para a Ansiedade

 

Paulo nos ensina o antídoto:

 

“Não andeis ansiosos… mas em tudo apresentem suas petições a Deus, com oração e súplicas e com ações de graças.”

(Filipenses 4:6)

 

Observe:

·         Oração — fale com Deus sobre o presente.

·         Súplicas — entregue a Ele o que você não consegue resolver.

·         Ações de graças — agradeça por aquilo que Ele já fez.

 

E o resultado?

 

“…e a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará o coração e a mente.”

(Fp 4:7)

 

Ou seja:

·         Deus não só acalma o coração; Ele vigia sua mente.

·         Ele coloca a paz como um soldado na porta da sua alma.

·         Ele traz descanso quando o mundo cobra pressa.

 

 

4. Aplicação Para os Dias de Hoje

 

Hoje Deus te diz:

 

* Pare de viver refém do passado — Ele já te perdoou.

* Pare de viver escravo do futuro — Ele já está lá.

* Viva o presente — Ele está contigo agora.

 

Quando a ansiedade tentar te dominar, ore.

Quando o medo tentar te paralisar, entregue.

Quando a inquietação tentar te sufocar, respire fundo e declare:

 

“O Senhor é meu Pastor; nada me faltará.” (Salmo 23:1)

 

A ansiedade diz: “E se der errado?”

A fé responde: “E se Deus fizer muito mais do que pedimos ou pensamos?”

 

 

Conclusão:

Deus está no controle.

 

O mundo corre, mas Deus não perde o controle.

A vida acelera, mas Deus não se atrapalha.

Você olha para amanhã com medo, mas Deus olha com soberania.

 

Hoje o Espírito Santo te diz:

 

“Entrega. Confia. Descansa. Eu estou cuidando de você.”

 

E quando a pressa do mundo tentar roubar a sua paz, lembre-se:

O tempo dos homens é rápido, mas o tempo de Deus é perfeito.

 

Pr. Aguinaldo Gonçalves.

Assembleia de Deus.

Joinville. SC

 

 

 


sábado, 22 de novembro de 2025

 

 

“Pelos Vales Escuros com o Bom Pastor”

 

Introdução

1.      Cena inicial

Imagine um vale estreito, envolto por rochas altas. As paredes escurecem ao entardecer, e o fundo do vale já não se vê a luz do sol – só as sombras densas.

Há uma trilha traiçoeira, com pedras soltas. Nas laterais, arbustos e penhascos.

No silêncio quase mortal, você pode ouvir o eco do vento, e talvez até algo mais sinistro:

O estalar de galhos, o arrastar de algo oculto na escuridão.

Esse vale não é para os fracos – é um lugar de perigo, onde assaltantes podem se esconder, onde a sombra da morte parece pairar.

 

2.      Conexão ao Salmo

É exatamente esse cenário que o salmista Davi evoca quando diz:

“Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte…” Salmo 23:4. Ele pinta não apenas um momento de medo, mas uma travessia – uma jornada.

 

3.      Objetivo da mensagem

Hoje, vamos mergulhar nesse verso. Primeiro, vamos ver como a tradição judaica entende esse “vale”; segundo imaginar essa travessia como se estivéssemos lá; e, por fim, aplicar à nossa vida moderna:

Quais são os “vales escuros” que atravessamos hoje, e como podemos confiar no Pastor.

 

Parte 1 – Entendendo o “Vale da Sombra da Morte” na tradição judaica

Aqui, é bom trazer alguns comentários judaicos (midrash, Rashi etc.) para dar profundidade.

 

1.         Interpretação de Rashi

Segundo Rashi (comentarista medieval judaico), o termo hebraico usado no salmo é צַלְמָוֶת (tsalmaveth), que Rashi interpreta como “vale de escuridão” ou “terra de trevas”. Ele associa especificamente a esse contexto o deserto de Zif, que aparece em 1 Samuel 23, onde Davi, fugindo de Saul, estava em perigo de morte.

 

Para Rashi, portanto, não é uma figura abstrata, mas algo bem palpável: um lugar real de perigo, onde Davi temia pela vida.

Ele também diz que “todas as vezes que aparece a palavra tsalmaveth, refere-se a escuridão”.

2. Significado da palavra tsalmaveth

A raiz hebraica combina tsel (“sombra”) e maveth (“morte”), o que sugere “a sombra da morte” ou “escuridão mortal”.

Em outras passagens bíblicas, a palavra transmite a ideia de calamidade, aflição ou trevas profundas, não necessariamente morte física imediata.

Há comentaristas (como Amos Chacham) que observam que a vogalização hebraica (pontos vocálicos) pode ter sido posteriormente ajustada, e originalmente pode ter sido lido mais como “tsalmut” (“escuridão profunda”), sem a conotação tão forte de morte literal.

3. Contexto histórico/tradicional

De acordo com a Chabad (tradição judaica), Davi escreveu este salmo enquanto fugia de Saul, escondido no deserto, em meio a perigos reais de morte.

Essa leitura nos ajuda a ver que Davi não está apenas falando poeticamente, mas evocando sua própria experiência de vida: a confiança de que mesmo no deserto mais escuro, Deus estava com ele.

 

Parte 2 – Vagando no Vale: uma narrativa da travessia

Aqui podemos “imaginar” o vale, para que o leitor sinta como se estivesse na cena.

“Fecho os olhos por um instante e imagine você caminhando por esse vale traiçoeiro. A cada passo, as pedras rangem, e a luz desaparece. Uma névoa densa cobre o chão, e nossa respiração ecoa nas paredes rochosas. Algo se move nas sombras — talvez um ladrão, talvez uma fera, talvez apenas o vento.

Mas então, percebo — ele está comigo. Não posso vê-lo, mas sei que há um Pastor ao meu lado. Sua vara se estende para me proteger: se houver um predador, ele o afasta; se eu cair, ele me ergue. Seu cajado guia minha perna trêmula, me mantém no caminho.

Mesmo quando a sombra da morte parece me cercar, eu não tremo, porque não estou sozinho. Ele caminha comigo. Cada passo me leva para fora daquele vale, não porque o perigo tenha desaparecido, mas porque a companhia dele me dá firmeza.

E eu entendo: esta travessia é parte da minha jornada. Não é o fim, mas um trecho. Ele me conduz para uma mesa preparada, mesmo diante dos meus inimigos, e minha vida será marcada pela bondade e pela misericórdia.”

 

Parte 3 – Aplicação para os dias de hoje

Depois de explicar a tradição judaica e pintar a cena, é hora de trazer para a vida real:

1. Identificando nossos vales escuros

Quais são os “vales” modernos que enfrentamos? Desemprego, doença, luto, crise familiar, ansiedade, depressão, injustiças.

O “vale da sombra da morte” pode não ser uma caverna física, mas pode ser uma temporada de escuridão psicológica, emocional ou espiritual.

Às vezes caminhamos por vales sem ver saída, sentindo medo real — e com razão. Mas, como Davi, podemos afirmar: “não temerei mal algum”.

2. A presença transformadora de Deus

O grande consolo é a presença de Deus: “porque tu estás comigo”. Essa frase é tão central.

A vara e o cajado simbolizam dois aspectos de seu cuidado: proteção (vara) e orientação/suporte (cajado). Mesmo quando sofremos, Deus usa esse “instrumento pastoral” para nos confortar e redirecionar.

Não se trata de uma promessa de ausência de dor, mas de uma garantia de companhia.

3. Confiança ativa

Confiar no Pastor implica caminhar no vale, não simplesmente esperar que o vale desapareça magicamente.

Poderíamos orar como Davi: “Senhor, guia-me mesmo quando o caminho é escuro. Usa tua vara para me proteger e teu cajado para me segurar.”

Também é um chamado para testemunhar: quando saímos do vale (ou mesmo no meio dele), podemos dar testemunho da fidelidade de Deus.

4. Missão para a comunidade

Como igreja/comunidade cristã, podemos ser aos outros “vara e cajado”: oferecer apoio prático (cajado) e defesa ou oração (vara).

Há pessoas ao nosso redor atravessando vales — nossa resposta pode ser caminhar com elas, confortar, orar junto, mostrar que não precisam enfrentar sozinhas.

5. Esperança escatológica

Além disso, podemos lembrar da esperança final: para aqueles que confiam no Senhor, esse vale é uma etapa, não o destino final.

A presença de Deus na vida presente aponta para uma promessa maior — a morada “na Casa do Senhor para sempre” (Salmo 23:6).

Isso nos dá coragem para enfrentar o presente e esperar por um futuro com Ele.

 

Conclusão

Davi fala de um vale escuro, um lugar de perigo — não como poesia vazia, mas baseado em experiência real.

A tradição judaica (como Rashi) confirma que esse vale representa tanto escuridão literal quanto espiritual.

Mesmo naquele vale, o Senhor não nos abandona: sua vara nos protege, seu cajado nos guia, e sua presença nos conforta.

 

Reflexão

Identifique seus vales: quais são os momentos de escuridão na sua vida?

Entregue esses medos ao Pastor: peça que Ele caminhe com você, que use sua vara e seu cajado.

Seja instrumento de apoio para outros: caminhe com irmãos que estão em seus vales, compartilhe fé, ofereça sua “experiencia” para sustentar alguém.

Guarde a esperança: este vale não é para sempre — há bondade, misericórdia e uma casa eterna com Deus.

3 Oração de encerramento

“Senhor Deus, meu Pastor fiel,

Mesmo quando eu andar por vales escuros e frios, não temerei, porque Tu estás comigo.

Consola-me com tua fidelidade, guia-me com teu amor, e ajuda-me a ser para os outros testemunha da Tua presença.

Que, no fim desta travessia, eu possa ver tuas veredas de luz e habitar na tua casa para sempre.

Pr. Aguinaldo Gonçalves.

Assembleia de Deus.

Joinville. SC